A chama divina da evolução!

Não conseguimos barrar ou bloquear o movimento do universo. Como o universo não para, não existe o comodismo!
Podemos estar até acomodados, sem iniciativa nenhuma para mudar, aprender o novo, buscar conhecimentos. Contudo, não significa que você não está evoluindo. Você apenas está acumulando Karma, para no futuro os aprendizados que não teve sejam repostos.
Essa busca nunca termina. Pelo amor ou pela dor, um dia, em algum momento, as pessoas se rendem a necessidade de buscá-la.
O que chamamos de evolução espiritual, nada mais é do que a compreensão das leis naturais que regem o universo e a humanidade. Os conhecimentos de hoje são de domínio da ciência, um dia já foram consideradas hipóteses ou teorias de cunho espiritual, religioso, místico, esotérico ou filosófico.
O fato de não querer se evoluir ou não se espiritualizar, não interrompe o movimento evolutivo do universo. Só precisamos ficar atentos, porque muitas das vezes, as nossas decisões e formas de agir são contrárias a esse movimento, e quando isso acontece, é comum o caos se instalar na vida da pessoa.
As verdades do universo sempre vão se manifestar em nossa existência; podemos até tentar atrasar esses acontecimentos, mergulhando nas ilusões, mas jamais poderemos evitá-las. As verdades de Deus são absolutas.
Deus não nos oferece necessariamente tudo o que desejamos. Contudo, nos proporciona efetivamente tudo o que precisamos para evoluir. Está ai um tema que precisamos pensar, refletir, analisar.
Todos temos a nossa missão na Terra a ser realizada nessa existência precisa se alinhar a ela. Não da para achar o nosso único propósito aqui na Terra seja apenas trabalhar, sobreviver e pagar as contas. Temos de evoluir, o que significa muito mais do que defender os interesses pelo mundo material, do qual aprendemos desde pequenos a sermos cobrados a ser alguém aqui. E se eu te disser que você já é alguém, mas que apenas precisa abrir os olhos, se interiorizar e escutar a presença de Deus manifestando em sua vida. Sem crendices e superstições, apenas escutando a verdade. Você é um Deus em ação! Dúvidas, sim elas existem! Duvidas quanto à missão da sua alma e o propósito da sua existência podem literalmente "esmagá-lo" e criar conflitos internos. 
Uma vez alinhado com essa programação interior, jamais deixe a dúvida tomar conta de você, o que pode comprometer muito a sua evolução. Constância e Conexão com Deus são seus maiores aliados. Redobre a atenção e aniquile a dúvida.
Cure suas emoções interiores! Apenas tenha a consciência espiritual que a compreensão de tudo que te machuca te atrasa, te impede de viver em paz. Jogue fora seus lixos emocionais. Medite, reze, ore, faça rituais, procure a Terapia, procure alguém que esteja disposto a te levantar e não te paparicar. Dizer que você é uma vítima e que o mundo está errado.
Reconhecer seus limites, parar de reclamar, exercitar a mente e o corpo, se alimentar melhor. Sorrir mais, amar mais, são coisas que precisam entrar no seu dia-a-dia. Mudanças de hábitos negativos. Substituir o que não é usado por alguma coisa que será usada. Doar, ajudar, se disponibilizar a cooperar com organizações Ambientais, como "Reciclar o lixo", usar menos água, não sujar as ruas, etc.
Pequenas mudanças geram energias novas, e você aos poucos vai se acertando.
Basta estar aberto para a evolução.
Purifique o seu coração!

Seja feliz e livre! 







Vem, vem, vem meu padim baluaê, venha nessa casa, vem aqui pra nos benzer!

Todo o mundo precisa de cura!



Sim, todos nós passamos por um momento de cura, uma cura interna que vai depender de nós mesmos aceitar essa transformação pessoal, e deixar de lado tudo aquilo que nós faz mal. 
Parar de sofrer, aceitar que esse sofrimento veio para lhe fortalecer e mostrar o inicio de um novo caminho.
Toda a mudança deixa muita gente insegura, mudar de trabalho, mudar de casa, mudar suas posturas, o seu modo de pensar, mudar, mudar e mudar.

Sim,  a palavra chave do momento de cura é a mudança! Deixar algo que lhe faz mal para dar inicio ao um novo rumo na sua vida.
Você que está lendo isto, é esta passando por essa nova fase e precisa de bons conselhos, procure um terapeuta ligado ao lado espiritual. Alguém que possa mostrar para você o caminho certo a escolher, sem misticismo, desculpas de magia ou demandas vinda de outros... simplesmente aceitar o fato de que VOCÊ poderia estar fazendo mal a sim mesmo, e por demorar a aceitar este novo caminho, trilhou o sofrimento.

Nesta casa, todas as suas entidades, dizem aos consulentes que toda religião que promove a paz interior é o melhor caminho a seguir, toda aquela religião que melhora o homem é a melhor a ser seguida, ou seja, tudo aquilo que faz bem, nos faz enxergar uma caminho diferente é ótimo. Pode perceber pela história que nenhum dos mestres que algumas religiões foram fundadas perteciam a ela. Religião é um termo muito debatido por nosso povo, muito preconceito e muito medo de aceitar o autoconhecimento, mas como tudo tem sua hora, é chegado o tempo em que o homem precisa se autoconhecer e simplesmente se religar ao seu Deus interior, o Deus que promove a paz e a harmonia onde quer que vá. Sejam momentos difícieis ou  momentos felizes.

Xapanã o Obaluaiê

É cultuado como o poderoso Orixá da Varíola. É o senhor das doenças. de pele Obaluaiê está ligado ao elemento terra, sendo detentor de seus segredos. Tem, também, ligação com as árvores e com os espíritos que as habitam. Todos o temem, por enviar as doenças, muitas vezes, como castigo ou como desígnios divinos para uma renovação da vida. Da mesma forma que ele traz as enfermidades ele pode levá-las. Ele é um imã de doenças.
Na África, ele é venerado e temido por seus desígnios, sendo considerado uma figura repressora e perigosa, que pode trazer facilmente a morte, mas, por outro lado, é o grande redentor de todas as mazelas que atingem os seres humanos. Ele é cultuado e adorado com todo o respeito, evitando-se, inclusive, pronunciar seu nome sem um motivo real, por isso Xapanã é chamado de Obaluaiê.
Ao contrário de Omolú, Obaluaiê não se cobre totalmente com o Azê. Obaluaiê usa apenas um filá de búzios,  todos os seus fundamentos devem ser repletos de búzios, já que Obaluaiê é considerado como o senhor da riqueza da terra desta forma, todos os grãos seriam sua propriedade, ele é um equivalente Jeje do Orixá Okô.
Os desígnios de Obaluaiê nos faz refletir sobre o valor da vida humana e o quanto ela é frágil. Infelizmente, o ser humano só dá valor ao que tem quando está perdendo, como a saúde, por exemplo.

Aspectos Gerais  
DIA: Segunda-feira
DATA: 13 ou 16 de Agosto
METAL: Chumbo
CORES: Preto, branco e vermelho.
COMIDAS: Pipoca (deburu), abado, mostarda (latipá), aberém.
SÍMBOLOS: Xaxará ou Íleo, lança de madeira, lagidibá.
ELEMENTOS: Terra e fogo do interior da Terra.
REGIÃO DA ÁFRICA: Daomé
PEDRA: Turmalina negra, mármore.
FOLHAS: Canela-de-velha, erva-de-bicho, barba-de-velho, mamona.
ODU QUE REGE: Odi e Etaogundá.

A saudação de Obaluaiê, assim como a de Omolu pode ser traduzida literalmente como Silêncio.

Julho



Sou de Nanã
A pior coisa que pode ter em um ser humano é o tamanho da sua ignorância!
 “... Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, o orixá tentou de vários caminhos. Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu. Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra foi a pior tentativa. Fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho-de-palma, e nada.
Foi então que Nanã veio em seu socorro. Apontou para o fundo do lago com seu ibiri, seu cetro e arma, de lá retirou uma porção de lama. Nanã deu a porção a Oxalá, o barro do fundo da lagoa onde morava ela, a lama sob as águas, que é Nanã.
Oxalá criou o homem, o modelou no barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com ajuda dos Orixás povoou a Terra. Mas tem um dia que o homem morre e seu corpo tem de voltar a Terra, voltar a natureza de Nanã.
Nanã deu a matéria no começo, mas quer de volta no final tudo o que e seu..."

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Brindemos Julho!
Mês em que louvamos a nossa mãe Nanã Buruku! Salubá Nanã.
Orixá que trouxe o sopro da vida, a alma.

E é da alma que quero lhes falar.

Viver plenamente o agora, essa é a chave da vida. Não podemos ficar presos ao passado. A alma reconhece apenas o amor e quando nos deparamos com a dor, ela tenta expulsar, e nós com a nossa razão, sem equilíbrio nenhum na emoção, deixamos ser dominados por sentimentos que não pertencem a espera da nossa luz interior.

De que adianta ruminar a tristeza, os rancores e os ressentimentos pelos fatos do passado? Isso só serve para atormentar a si próprio, desgastar energia e muitas vezes incomodar outras pessoas, pelas coisas que não conseguimos resolver.

Quaisquer que sejam os fracassos sofridos ou tristezas que você tenha vivenciado, foram experiências desta vida e acrescentaram-lhe algo.

Vamos aproveitar essa oportunidade que o plano espiritual está nos dando e transformar a nossa vida. O "Grande Chamado" para si mesmo está aqui e agora. Achamos que o mundo está repleto de imperfeições, cheio de violência, aflições... mas tudo isso faz parte da grande transformação que o planeta está passando. São seres humanos com resistência as mudanças, com resistência de sair de tudo aquilo que faz mal, ou simplesmente deixar de fazer mal aos outros. Por isso precisamos de muitas vibrações de luz na nossa vida, para não deixar essas imperfeições criadas atrapalharem a nossa vida.

Agora é hora de você deixar para trás tudo aquilo que te faz mal, e trabalhar essa luz perfeita em harmonia em sua vida. 

Começarmos por si mesmo! Depois alcançamos aos outros e assim vamos criando uma egrégora de luz e muito amor em nossa vida!

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RITUAL  DIVINO DA TRANSMUTAÇÃO - INVOCAÇÃO DA CHAMA VIOLETA


... Sinto que ele nos chama, que a energia da Chama Violeta toca o coração das pessoas das formas mais inesperadas...


Como acontece o seu chamado?

Pode ser que alguém comentou, ou você pode ter lido algo num livro, ou ainda visto uma gravura, ou simplesmente participar deste ritual sagrado, que este lugar está nos oferecendo. O interessante é que de repente você se vê envolvido, começa pesquisar, busca entender, se conectar.

Comigo também foi assim inesperado.
Já tinha ouvido falar dos mestres da Fraternidade Branca, e desde 2002 resolvi intensificar meus conhecimentos e me entregar totalmente as canalizações de luz e harmonia. 
Sabia teoricamente dos ensinamentos, e gostava muito da ideia libertadora a respeito do karma, quando eu descobri que de três em três meses podíamos nos conectar com os outros mestres, em especial o Conselho do Karma, achei mais divino ainda, já que eu nunca aceitei bem a visão fatalista, determinista das religiões, por que não via sentido, encarnar para apenas cumprir regras tristes e saudar atos de vidas passadas que nem se quer me lembrava...



Convidamos todos a participarem deste ritual divino que acontecerá dia 10/07/2014, às 19h30min, nesta casa de Luz.
Você que precisa encontrar um caminho! Você que precisa se livrar de uma dor! Você que precisa perdoar e seguir em frente! Você que está preso pela ignorância do próximo! Venha! Participe! Temos certeza que aqui começa a sua mudança!

Para participar é necessário ligar no 11-3805-9766 e reservar a sua entrada!
O valor é de R$ 7,00 (sete reais) e um kilo de alimento não-perecível!






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Com muito amor no coração, também quero dedicar essa postagem de julho para Nanã, como eu disse acima, Eu sou de Nanã! 

Sou de Nanã porque pertenço a ela, todos devem a vida e todos temem a Morte e Nanã rege esses mistérios sagrados.

Nasci dos mares de Yemanjá, mas quem me deu a vida foi Nanã! 

Saluba!

Nàná Buruku ou Nàná Bùkùú ou ainda Nàná Brukung é uma divindade muito antiga e respeitada.
Seu nome não deve ser pronunciado em vão, a qualquer momento, pois Nanã é a fronteira entre a vida e a morte.
Considerada a mais antiga dentre as divindades das águas, não das ondas turbulentas do mar, como Iemanjá, ou das águas calmas dos rios, domínio de Oxum, mas das águas paradas dos lagos e lamacentas dos pântanos.
Sua força também está na chuva, a água que lava as coisas ruins. Por isso não é sábio reclamarmos quando a chuva nos impede de ir a algum lugar, ou fazer algo, pois ali na água que nos caí no rosto, está Nanã.
Sua força também está no barro, e é contado em algumas lendas que do barro de Nanã foi feito o corpo do ser humano, e quando morremos, Nanã recebe o que é seu por direito, e empresta novamente para que novas vidas existam.
O arquétipo de seus filhos, é o de pessoas calmas, gentis. Fazem tudo sem pressa. Gostam muito de crianças e as mimam com demasia, sem impor limites, como os avós. São ciumentas e sabem perdoar aqueles que amam, muito bondosas, amam os animais. São pessoas maduras, dignas, agem com calma, gentileza, segurança e majestade. São excelentes conselheiros, experientes, sábios, cheios de bondade e piedosos. Tranquilos e caseiros, são comparáveis a uma avó, dai ser sincretizada como Sant´Ana. Como Yemanjá e mãe devotada e interessada nos problemas dos filhos. Seu aspecto terrífico,  porém, é o de Senhora das Almas, a mãe dos mortos. 
Outra grande característica dos filhos de Nanã é a sua capacidade para os trabalhos pesados. São superlaboriosos e gostam de que os outros reconheçam esta sua qualidade. Trabalham com afinco, mas vibram quando desempenham a maior parte das tarefas sozinhos.. isto é motivo para que se sintam indispensáveis e extremamente úteis, tendo muito o que falar. 
Cuida da elevação dos seus filhos espiritualmente e da sua regeneração. Detesta a arrogância e a teimosia, grande defeito de seu esposo Oxalá. Prefere dar conselhos a favores. Entretanto, é capaz de resolver as maiores dificuldades, decidindo com justiça causas aparentemente perdidas. Só atende aos filhos que veja mérito e habilidades especiais. Não atende aos fracos, volúveis e hesitantes. 
Seu olhar tem um brilho hipnótico que paralisa os que se atrevem a contemplá-La diretamente. É freqüente ser vista por aqueles que irão morrer. Entretanto, sua aparição pode indicar que alguém fez um feitiço contra quem a vê. 
São dados a falarem sozinhos, bem baixinho. Costumam ser divertidos, ferinos, dramáticos ao extremo, contadores de anedotas, amantes de festas e de danças, mas um pouco masoquistas, hipocondríacos e manhosos. São apreciadores de boa bebida, bebendo com controle, de ambientes públicos e de xiliques! São ciumentíssimos, condição que detestam que transpareça. Por ciúme é capaz de ficar sem falar com alguém pelo resto da vida. Têm dificuldade em perdoar os defeitos alheios. São rancorosíssimos e chorosos. Quem lhes aprontar alguma que se cuide, pois raramente os pedidos de perdão serão aceitos.  Detestam o ridículo e o escândalo público, mas não têm medo de briga, sendo capazes de ir até as últimas conseqüências. Detestam que invadam a sua privacidade, apesar de terem uma certa tendência a botarem o bedelho na vida alheia, sem que sejam solicitados. Nanã é mãe de Omolu, Oxumarê e Ossaiyn. 
Este Orixá tem forte relação com todas as Iyabás, as Mães d’água, e assume, junto à Yemanjá, o papel de Grande Mãe do mundo. Em algumas tradições inclusive, ela assume, junto à Obatalá o papel de polaridade feminina na Criação. 
O “na” que compõe seu nome tem o mesmo significado do “ye” de Yemanjá, ou seja, “mãe”. No entanto, para nós, ela assumiria mais o papel da avó mítica que o papel da mãe. E mesmo que possa parecer estranho, o símbolo da avó, a mãe da mãe, assume características bastante diversas. Aqui podemos ver a maternidade em sua forma mais madura, mais sábia. Nanã representa a sabedoria e a senioridade, a calma e a paciência que são conquistadas através da experiência de vida e somente após longo tempo de vida neste planeta. 
Nanã é representada pelo barro primordial, pelas águas profundas e calmas e, por isso, pelas lagoas. É a senhora do profundo e assume a responsabilidade de zelar pela vida antes e depois da encarnação. Enquanto Oxum zela pela gestação e Yemanjá pela maternidade, Nanã é quem trás o espírito que virá assumir determinado corpo e o encaminha após seu tempo na Terra. Aqui assume forte relação com Omolu em seu papel de Senhor da Morte. Habita em conjunto com Omolu os cemitérios e muitas tradições africanas não estabelecem qualquer diferença entre esses dois Orixás, como se fossem duas facetas da mesma moeda. 
Nós não compartilhamos desse entendimento de forma plena mas respeitamos a grande relação desses dois Orixás. Preferimos a representação deles como Mãe e Filho. Mas em muitos casos fica realmente difícil dizer onde começa a influência de um e termina a do outro. Assim como todos os Orixás, como representações da força maior de Olorum, nem sempre sua manifestação pode ser claramente definida e catalogada como a mentalidade ocidental gostaria. 
Nanã, quando manifestada em um ritual, carrega o Ibirí, sua ferramenta, como uma mãe que embala o filho entre os braços. Seu simbolismo se aproxima do xaxará de Omolu, e ambos são feitos, em essência, dos mesmos materiais. Enquanto Omolu utiliza o Xaxará para livrar o mundo de toda doença, Nanã carrega o Ibirí como se este fosse o próprio Omolu. Dizem d´Ela que é a senhora da vassoura, em alusão ao seu poder de limpeza energética. Também aqui podemos encontrar outra utilização do Ibirí. Nanã é a avó mítica, aquela que mima os netos e encara a vida com a sabedoria adquirida com a idade. Seria a senhora Sant’Ana católica, avó de Jesus. Sua energia acaba sendo bastante delicada de lidar uma vez que os seres humanos ainda não possuem a devida maturidade exigida por essa Grande Senhora. 
Muitas casas limitam o número de filhos que podem ser consagrados à Nanã e em muitos Templos, um filho de Nanã só poderá ser feito após o desencarne de outro. A delicadeza da energia de transformação em sua forma feminina acaba por exercer mais espanto que a energia de Omolu. Como lidamos mal com os processos de transformação! Isso fica claro com os mantras tanto de Nanã como de Omolu. Quando salvamos esses grandes Orixás, diríamos “atotô!”, ou seja, “silêncio!” em sinal de respeito e temor ou ainda diríamos “salubá!” que alguns entendem como “escondam-se” como se a força que se apresenta fosse também digna de respeito mas, acima disso, de temor. 
Verger aponta a influência desse Orixá naquelas que o carregam de frente em sua coroa mas nos parece que o faz com ênfase em sua “oitava superior” quando a relaciona com “o arquétipo das pessoas que agem com calma, benevolência, dignidade e gentileza. Das pessoas lentas no cumprimento de seus trabalhos e que julgam ter a eternidade à sua frente para acabar seus afazeres. Elas gostam das crianças e educam-nas, talvez, com excesso de doçura e mansidão, pois têm tendência a se comportarem com a indulgência dos avós. Agem com segurança e majestade. Suas reações bem-equilibradas e a pertinência de suas decisões mantêm-nas sempre no caminho da sabedoria e da justiça”1
Já Beniste o faz de forma mais realista em nosso entendimento quando cita como características: “São velhas antes do tempo – lentas nos atos e ações – calmas, equilibradas, trabalhadoras, gentis, dignas – têm reservas sobre os homens – resistência física, austera, sem beleza ou vaidade – não suportam desordem e desperdício – gostam de crianças – reclamam muito – são sábias, carinhosas, ranzinzas – são dadas a cozinhar e costurar”2. Nanã tem relação, no corpo humano, com o aparelho circulatório e, em conjunto com Omolu, com todos os ossos. Como é uma divindade associada aos primórdios da criação, quando se manifesta em seus filhos, dança com movimentos lentos e dignos. Os emblemas, objetos rituais, cantigas, saudações e mitos que constituem seu culto também destacam os três elementos aos quais Nanã está associada: água, lama e morte. 
Nanã quando se manifesta em seus filhos carrega o Ibiri na mão direita ou o coloca sobre as duas mãos, imitando o movimento de ninar uma criança. Este cetro é a representação mais importante de Nanã. Segundo um de seus mitos de fundamento, Ela nasceu com ele, ele não lhe foi dado por ninguém. Ibiri significa “meu descendente o encontrou e trouxe-o de volta para mim”. Quando Nanã nasceu a placenta continha o Ibiri. Na África, quando as filhas de Nanã seguram o Ibiri, ele é recoberto com pó de Ossum. Todos os emblemas que significam descendência estão sempre cobertos ou submersos em “sangue vermelho”. 
A Relação de Nanã com os descendentes existentes em seu interior e com a fertilidade (descendentes nascidos de seu ventre no aiyê) está simbolizada pelo uso abundante de búzios. Os búzios pertencem ao branco. Porém, os búzios não simbolizam o branco genérico, como o Alá de Oxalá, mas porções do branco, seres individualizados, unidades que resumem ou sintetizam a interação dos dois poderes genitores. 
Nanã é a senhora das águas paradas, dos pântanos e lagoas, das areias movediças e das poças d’água. É a senhora da lama, por excelência: a síntese de elementos primordiais, podendo ser definida como “início, meio e fim”. Conta um mito que Obatalá tentara criar o homem, cumprindo uma determinação de Olorum. Obatalá experimentara vários elementos para confeccionar a criatura sem obter resultado favorável. Decidiu apelar a Nana. 
A Iyabá aceitou colaborar, impondo uma condição: seu elemento, o barro, retornaria para ela após o período da passagem da criatura no Aiyê. Obatalá aceitou a condição. Com a lama modelou o boneco, derramando-lhe o próprio hálito. Assim nascera a vida no Aiyê. 
Nanã se apresenta na forma de uma senhora idosa e muito lúcida, sábia, poderosa e que tem conhecimento do próprio poder. Ela é justa e solitária, forte e corajosa, e, mais do que tudo, dotada de um caráter ambíguo, pois ela é a fonte de vida dos seres humanos, mas também é a Senhora de Iku, a morte, que está eternamente a seu serviço. 
Nanã também está intimamente ligada a seu filho Omolu, o responsável por transformar o falecido na matéria-prima que lhe pertence, devolvendo-lhe a forma original para que seja novamente emprestada a Obatalá, entregue à eterna tarefa de modelar e animar os viventes. 

Origem do nomeNàná Burúkú (Nana, mãe idosa; Buru, que leva e traz; Ikú, morte; ou seja, Salve a Grande Senhora que traz para Vida e recebe na Morte!)
MantraSalubá! (Escondam-se!)
ToqueSatô, Opanijé
Qualidade divinaOrixá da transcendência, ou seja, a Força Cósmica que faz a ligação entre o plano espiritual e o plano material. É a força que traz o ser à encarnação e o leva após a morte. É Nanã quem nos socorre em momentos de dor e pranto.
Instrumento/InsígniaIbirí (instrumento de fibras da palmeira cujo nome significa “meu descendente o encontrou e trouxe-o de volta para mim”3) e Vassoura (vestida com saieta e tecido roxo)
SincretismoSanta Ana ou Nossa Senhora da Boa Morte (catolicismo brasileiro), Nossa Senhora do Carmo ou Santa Teresa (Cuba); Hathor (Egito Antigo)
Astro canalizadorSaturno
Fase lunarNova (Nascimento) e Minguante (Morte)
Campo de ressonânciaÁguas de lagoas, pântanos e cemitérios
CorLilás, roxo (qualidades do preto) e branco
Número13
OduEji Ologbon
FloresDálias, rosas vermelho escuro e palma lilás
EssênciasNarciso ou violeta
Imãs (comida)Berinjela, inhame, uva rosada, mingau de creme de arroz no dendê
Libação (bebida)Suco de uva roxa
MetalPlatina, Ouro Branco e Chumbo
PedraAmetista
Datas comemorativas26 de julho
Dia da semanaSegunda-feira
Horário vibratório21h às 6h (morte) e 6h às 9h (nascimento)
ErvasErva-de-Passarinho (Àfòmón); Língua-de-Galinha (Àlùpàyídà); Aguapé (Ejá Omodé); Melão-de-São-Caetano (Ejìnrìn); Feijão-preto (Èwà Dúndún); Balaio-de-velho (Ewé Sole); Xaxim (Idé); Palha-da-costa (Ìkó); Azedinha-do-brejo (Ìmu); Nenúfar (Òsíbàtá); Arnica-do-campo (Tamandé); Amoreira (Isan); Manacá; Quaresmeira; Trapoeraba Roxa; Berinjela; Vassourinha.
Número de Folhas13 ou 16

Xangô


Kawó Kabiesilé!

Xangô é a Justiça Divina. Xangô é o equilíbrio da alma. Xangô é a sabedoria que eleva. Xangô é a força que vem das pedras. A justiça de Xangô é imparcial. Perdoar é praticar a justiça de Xangô. Seja justo, pratique a caridade. Estude, seja justo consigo mesmo.  Seja justo e não dono da verdade. Faça justiça, reconhecendo seus próprios erros. Não se julgue justo, apenas tente ser. A justiça do homem é falha, cega e frágil diante das necessidades. Seja justo e não tenha medo de ameaças.
Dia 27/06/2014 - 19h30min - Louvação para Xangô

O Rei dos Orixás, o Juiz. Quem tem a proteção de Xangô sabe que não há nada nem ninguém que destrua um filho desse orixá. Podem até conseguir levá-lo ao fundo do abismo, mas depois de algum tempo ele renasce com mais vigor, e volta a enfrentar o mundo de peito aberto, sem medo. Xangô, é a entidade mais forte do candomblé brasileiro. São dele a força, o poder e a capacidade de fazer e desfazer todas as coisas. Mas ele não age sem uma boa razão. O impetuoso Senhor dos raios e trovões tem a justiça como lema, pois Xangô tem um senso de justiça muito acentuado, não tolera a mentira, a desonestidade e a corrupção. Xangô nunca suportou disputas pelo poder. Tem consciência de que só ele possui as qualidades necessárias para exercê-lo com vigor e justiça. Porque não conhece o significado das palavras obediência, submissão e medo.
Orixá que domina o fogo, o raio, o trovão, a justiça, sendo também viril e da potência masculina. Autoritário e poderoso, inteligente, o grande administrador, o comerciante, atrevido, violento e extremamente justiceiro.
Ele próprio foi um rei guerreiro que conquistou reinos e enriqueceu seu povo. O seu trabalho entre os homens é cobrar de quem deve e premiar a quem merece, agindo sempre com muita sabedoria, justiça e poder.

Símbolo
O símbolo de Xangô é o "oxé", um machado de duas lâminas, tradicionalmente feito em madeira, cobre, latão dourado ou bronze. Esse símbolo é também chamado como : ferramenta de Xangô, arma de Xangô, adamaché e machado da justiça. Xangô ainda representa a síntese da liberdade, altivez e realeza dos dignatários africanos, além de ter o domínio e controle das forças da natureza. Para o homem africano que viveu em condição de escravo, Xangô encarnou o ideal e desejo de liberdade, juntamente com Exu e Ogum.


 Arquétipos dos filhos de Xangô

Os filhos de Xangô são pessoas que nasceram para triunfar. Possuem um temperamento enérgico, são voluntariosos, orgulhosos, altivos, excelentes administradores, políticos, vaidosos e sabem de sua real importância no mundo. Não admitem ser contrariados e ao serem-no são extremamente coléricos. São bons comerciantes, não suportam o fracasso, por isso lutam com todas as armas para não perderem suas posições, cargos ou negócios. Na vida social, são elegantes e de gosto refinado, sedutores  e de um talento único para conquistar o sexo oposto. Os filhos de Xangô têm um elevado sentimento de amor ao próximo, são dignos de confiança, mas não deixam de ser severos, quando necessário. Não conseguem controlar o excesso de gênio violento. Dentro da vida espiritual, tornam-se ótimos e dedicados sacerdotes, seja qual for o caminho religioso.
Xangô é "aquele que se destaca pela força e revela seus segredos"  "Salve o Rei".

Sincretismo de Xangô na Umbanda

No sincretismo associou-se o Xangô das Pedreiras a São Jerônimo, aquele que amansa o leão e que tem o poder da escrita e o livro onde escreve na pedra suas leis e seus julgamentos. Protetor dos intelectuais, dos magistrados. Já na cachoeira o sincretismo foi com São João Batista, por causa do batismo de Jesus, de lavar a cabeça na água doce para se purificar. Com o poder do fogo de Xangô é queimado, destruído tudo o que é de ruim e ocorre a transmutação trazendo tudo o que é de bom, todo o bem possível, de acordo com o nosso merecimento. Isso é o que pedimos nas fogueiras do mês de junho. Sincretizado também com São Judas Tadeu, por ter um livro na mão também pode sincretizar-se com Xangô ou que tem uma linha espiritual que atua nas correntes de Xangô. Assim, Tudo o que é ligado a trabalhos e pedidos de estudos, à cabeça, papéis, entregamos a linha de Xangô. São Pedro é protetor das Almas que entram no céu assim como a Energia de Xangô. O seu machado é o símbolo da imparcialidade. É uma divindade da vida, representado pelo fogo ardente e por essa razão não tem afinidade com a morte e nem com os outros orixás que se ligam à morte.  Xangô, sincretizado com São João Batista, é também o patrono da linha do oriente, na qual se manifestam espíritos mestres em ciência ocultas, astrologia, quiromancia, numerologia, cartomancia. Por este motivo, a linha dos ciganos vem trabalhar nesta irradiação.

Comemora-se o dia de Xangô , no dia 29 de junho. 

Oração à Xangô

Poderoso Orixá de Umbanda,
Pai, companheiro e guia.
Senhor do equilíbrio e da justiça.
Auxiliar da Lei do Carma,
Só tu, tens o direito de acompanhar pela eternidade,
Todas as causas, todas as defesas, acusações e eleições,
Promanadas das ações desordenadas, ou dos atos impuros e benfazejos que praticamos.
Senhor de todos os maciços e cordilheiras,
Símbolo e sede da tua atuação planetária no físico e astral.
Soberano Senhor do Equilíbrio, da equidade,
Velai pela inteireza do nosso caráter.
Ajude-nos com sua prudência.
Defenda-nos das nossas perversões,
Ingratidões, antipatias, falsidades,
Incontenção da palavra e julgamento indevido dos atos
Dos nossos irmãos em humanidade.
Só Tu és o grande Julgador.
Kaô Cabecilê Xangô.